Os votos a favor do Impeachment da presidente Dilma Rousseff já se contabilizam em 312. Faltam apenas 30 votos. Com o desembarque do PP e do PRB, falta o PSD para deixar a base aliada. Ainda assim, nos partidos que deixaram o governo, há alguns deputados que são contra o processo de impeachment. Mas nesses próximos dias até dia 17 de Abril, o placar pode aumentar com a pressão dos partidos e da população, tanto nas ruas quanto nos emails que os parlamentares receberão.
quarta-feira, 13 de abril de 2016
Impeachment ganha força no senado.
Depois de passar pela Câmara dos Deputados no domingo, o que é bem provável, o processo de impeachment vai para o Senado onde ganha força com p voto de, até o momento,
42 senadores. O Planalto já confirma a derrota caso o processo siga em frente no domingo. A situação desfavorável começou ontem com a saída do PP da base aliada do governo.No domingo às emoções vão estar a flor da pele com a Esplanada dívida entre pró e contra governo.
terça-feira, 12 de abril de 2016
PP anuncia rompimento com o governo e declara apoio ao Impeachment
Os deputados que compõem a bancada do PP na Câmara anunciaram na noite desta terça-feira (12) o apoio ao impeachment de Dilma Rousseff e o consequente desembarque do partido da base aliada do governo federal. O anúncio foi feito menos de 24 horas depois da aprovação de parecer a favor da abertura do processo de afastamento da presidente.
Em uma reunião que durou duas horas, a maioria dos deputados decidiu que o PP vai orientar seus integrantes para que votem pelo impedimento no plenário da Casa, com a ressalva de que irá respeitar quem optar por se posicionar contra o impeachment. No encontro de hoje, 34 deputados votaram a favor do afastamento de Dilma, 9 contra e 4 ficaram indecisos.
"A bancada sai hoje unida. O partido e sua maioria ampla deliberou pelo encaminhamento no plenário do voto 'sim' no processo [de impeachment]", anunciou o líder da PP na Câmara, Aguinaldo Ribeiro (BA).
"Nós temos algumas realidades locais, que obviamente serão respeitadas. É uma minoria em número de votos, mas são companheiros importantes", complementou o deputado gaúcho Jerônimo Goergen.
Entrega de cargos
Após a reunião, um grupo de deputados do PP comunicou a decisão ao presidente do partido, o senador Ciro Nogueira (PI). "É uma decisão que eu não defendia [...] mas não me cabe outra alternativa ao partido, como seu presidente, acatar a decisão. Hoje o partido solicita aos seus quadros, que pertencem hoje ao governo de Dilma Rousseff, a carta de renúncia desses membros", declarou.
Nogueira informou que pediu ao ministro Gilberto Occhi, da Integração Nacional, e ao presidente da Codevasf (Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco), Felipe Mendes, que elaborassem suas cartas de renúncia.
"Não vejo como, se o partido está tomando a atitude de romper com a presidente, nós podemos permanecer com cargos indicados pelo partido. Está tomada a decisão. Agora vamos buscar a unidade na votação de domingo", concluiu.
Aliado importante
Após a saída do PMDB do governo de Dilma Rousseff, o PP se tornou o aliado com a maior bancada na Câmara, com 47 representantes, a quarta maior da Casa. O partido vinha sendo cortejado por Dilma com a oferta de mais espaço no governo em troca de apoio contra o afastamento da presidente.
O governo chegou a oferecer ao PP o Ministério da Saúde, que tem o maior orçamento da União, e a presidência da Caixa Econômica Federal, em uma tentativa de garantir votos contra o impedimento na votação no plenário da Câmara do pedido de abertura do processo.
Apesar da investida do governo, o PP se mostrou dividido na votação de ontem na comissão especial do impeachment: três membros --Paulo Maluf (SP), Júlio Lopes (RJ) e Jerônimo Goergen-- votaram a favor do afastamento e dois --Aguinaldo Ribeiro e Roberto Britto (BA)-- foram contrários.
No último fim de semana, diversos diretórios estaduais anunciaram apoio ao impedimento de Dilma, entre eles o deSão Paulo,Minas Gerais,Paraná, Santa Catarinae Rio Grande do Sul.
Fonte: UOL
segunda-feira, 11 de abril de 2016
Processo continua com 38 votos
No início da noite desta segunda feira, 11, a comissão que analizava o parecer favorável do relator do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, votou a favor da continuação do processo de impeachment.
Foram 38 votos favoráveis, 27 contra e nenhuma abstenção.
Manifestantes pró e contra o Impeachment estão acampados na Esplanada dos Ministérios em Brasília.
Com o parecer, o processo continua e segue para votação, que começa nesta sexta feira e tem previsão de terminar no domingo.
A Esplanada dos Ministérios está dividida por tapumes para separar os manifestantes.
domingo, 10 de abril de 2016
Esplanada dividida
Com a aproximação da votação da comissão de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff, dia 17 de abril, a Secretaria de segurança pública do Distrito Federal já começa a desenvolver um esquema de segurança para impedir confrontos entre as duas manifestações.
No lado sul, ficarão os favoráveis ao afastamento da petista. No lado norte, os que defendem a permanência. A área central será ocupada apenas pela equipe de segurança. Os três espaços serão divididos por alambrados opacos de 2,20m. Os estacionamentos também serão restritos a cada lado. O trânsito na região também ficará interrompido durante os três dias.
Os acampamentos na Esplanada estão proibidos até o dia da votação, e as pessoas não podem invadir o gramado do Congresso.
A previsão da Secretaria é de 150 mil manifestantes de cada lado nos momentos de maior concentração.Vão trabalhar por dia 3 mil policiais militares, 700 policiais civils e até mil servidores do Corpo de Bombeiros.
Recomendações
Os manifestantes serão orientados a não levarem para os atos objetos cortantes, como garrafas de vidro, hastes de madeira ou fogos de artifício. Não será permitido o uso de máscaras, a venda de bebidas alcoólicas. A secretaria também irá recomendar que os pais não levem crianças, ou, se levarem, que as identifiquem. Idosos ou pessoas com problemas cardiovasculares devem evitar os locais de grande aglomeração. Confira outras regras:
- Megafones serão recolhidos;
- Instrumentos musicais serão permitidos para emissão de som. Se utilizados para finalidade diversa, poderão ser recolhidos;
- Faixas e bandeiras poderão ser manualmente portadas ou fixadas ao longo dos alambrados de divisão de áreas;
- Balões aéreos e bonecos e/ou símbolos provocativos ou ofensivos estão proibidos;
Os manifestantes serão orientados a não levarem para os atos objetos cortantes, como garrafas de vidro, hastes de madeira ou fogos de artifício. Não será permitido o uso de máscaras, a venda de bebidas alcoólicas. A secretaria também irá recomendar que os pais não levem crianças, ou, se levarem, que as identifiquem. Idosos ou pessoas com problemas cardiovasculares devem evitar os locais de grande aglomeração. Confira outras regras:
- Megafones serão recolhidos;
- Instrumentos musicais serão permitidos para emissão de som. Se utilizados para finalidade diversa, poderão ser recolhidos;
- Faixas e bandeiras poderão ser manualmente portadas ou fixadas ao longo dos alambrados de divisão de áreas;
- Balões aéreos e bonecos e/ou símbolos provocativos ou ofensivos estão proibidos;
- Acampamentos estão vetados desde sexta-feira;
- Carros de som entre 15 e 17 serão autorizados apenas nos pontos de concentração. Será no Teatro Nacional para os contrários ao impeachmente e no Museu da República par os favoráveis;
- Bebidas alcoólicas estão proibidas e ambulentes serão credenciados pela Agefis.
Devido às recomendações, um pato inflável gigante da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp) foi retirado pela polícia militar na tarde de sábado.
Durante a votação, os movimentos Vem pra Rua e MBL querem colocar telões para que a votação seja acompanhada ao vivo.
A pressao
quarta-feira, 6 de abril de 2016
Deputado lê parecer favorável a continuação do processo de impeachment.
O relator da comissão do impeachment da presidente Dilma Rousseff, deputado Jovair Arantes (PTB-GO),fez parecer favorável ao pedido de impedimento da petista. Ele está lendo o texto de 197 páginas em sessão do colegiado nesta tarde. A estimativa é que a leitura dure uma hora e meia, uma vez que ele não lerá na íntegra, o que levaria cerca de quatro horas.
“Pelas precendentes razões, uma vez que a denúncia preenche todas as condições jurídicas e políticas relativas à sua admissibilidade, e que não são pertinentes Às diligencias, a oitiva das testemunhas e a produção de provas ao juízo preliminar dessa Casa, sendo relacionadas ao juízo de mérito, vale dizer, a procedência ou improcedência da acusação, conlui o relator pela admissibilidade jurídica e política da acusação pela consequente autorização para instauração, pelo Senado Federal, do processo do crime de responsabilidade promovido pelos senhores Helio Pereira Bicudo, Miguel Reale Junior e Janaina Conceição Pachoal, contra a senhora presidente da República, Dilma Vana Rousseff", conclui o relator no parecer.
"Alguns me chamaram de herói. Outros vão me chamar de vilão ou golpista. Esses rótulos não me preocupam", disse Jovair. Ele destacou que o trabalho da Câmara é analisar a admissibilidade e o mérito quanto ao afastamento cabe ao Senado. No texto, ele entende que a presidente cometeu crime de responsabilidade ao emitir decretos suplementares e também com as chamadas “pedalas fiscais”, atraso de repasses da União para Bancos Públicos.
“Pelas precendentes razões, uma vez que a denúncia preenche todas as condições jurídicas e políticas relativas à sua admissibilidade, e que não são pertinentes Às diligencias, a oitiva das testemunhas e a produção de provas ao juízo preliminar dessa Casa, sendo relacionadas ao juízo de mérito, vale dizer, a procedência ou improcedência da acusação, conlui o relator pela admissibilidade jurídica e política da acusação pela consequente autorização para instauração, pelo Senado Federal, do processo do crime de responsabilidade promovido pelos senhores Helio Pereira Bicudo, Miguel Reale Junior e Janaina Conceição Pachoal, contra a senhora presidente da República, Dilma Vana Rousseff", conclui o relator no parecer.
"Alguns me chamaram de herói. Outros vão me chamar de vilão ou golpista. Esses rótulos não me preocupam", disse Jovair. Ele destacou que o trabalho da Câmara é analisar a admissibilidade e o mérito quanto ao afastamento cabe ao Senado. No texto, ele entende que a presidente cometeu crime de responsabilidade ao emitir decretos suplementares e também com as chamadas “pedalas fiscais”, atraso de repasses da União para Bancos Públicos.
A Advocacia Geral da União (AGU) alega que os decretos não configuram operação de crédito e que as pedaladas foram corrigidas em 2015, após determinação do Tribunal de Contas da União (TCU). O titular da pasta, ministro José Eduardo Cardozo, disse, ao defender Dilma, que impeachment sem crime é “golpe. denúncia feita pelos juristas Hélio Bicudo e Miguel Reale Jr. e pela advogada Janaína Paschoal argumenta que Dilma desrespeitou a lei orçamentária em 2014 e 2015, ao ter autorizado a abertura de créditos orçamentários, incompatíveis com a meta de resultado primário prevista nas leis de diretrizes orçamentárias (LDO) dos respectivos anos.
Deputados pró-impeachment, como Sóstenes Cavalcante (DEM-RJ) usam faixas presidenciais e cartazaes de “impeachment já”. Por outro lado, manifestantes seguram cartazes de “não vai ter golpe”. Do lado de fora da sala onde a comissão se reúne, ativistas gritam “não vai ter golpe. Vai ter luta”.
Bate-boca
Antes de Jovair ler o relatório, governistas apresentaram uma série de questões que atrasaram a leitura. Logo no início houve um bate-boca sobre a presença de advogados responsáveis pela defesa de Dilma na reunião. O presidente da comissão, deputado Rogério Rosso (PSD-DF), determinou que as questões de ordem estão limitadas a integrantes do colegiado. Cinquenta minutos após o início da sessão, ele determinou que os próximos questionamentos fossem encaminhados a ele por escrito. Após protestos, subiu o tom. “O povo brasileiro merece respeito e quer saber o que o relator tem a dizer”, afirmou.
O deputado Wadih Damous (PT-RJ) chegou a apresentar uma questão de ordem para que a defesa pudesse ser ouvida. "Não basta só admitir a presença. Ao se negar a palavra ao advogado da presidente da República está sendo violado o artigo 5º a Constituição, que assegura o amplo direito de defesa e o artigo 7º inciso 10º do Estatuto da Advocacia, Lei 8.906 de 94", disse.
“O que querem fazer aqui é tumultuar o processo. Veio aqui o ministro (da Advocacia-Geral da União) José Eduardo Cardozo e falou por duas horas sem ser interrompido. Não pode se reclamar disso", rebateu o deputado Nilson Leitão (PSDB-MS). O líder do PHS, deputado Marcelo Aro (MG) acusou o governo de oferecer cargos e dinheiro em troca de votos. “Eles estão tentando postergar aqui para negociar cargos, para oferecer dinheiro”, disse.
Próximos passos
Após a leitura, governistas devem pedir vista, o que dá um intervalo de duas sessões plenárias a patri de amanhã para que o texto possa ser votado. O presidente da comissão, deputado Rogério Rosso (PSD-DF) irá começar às 14h de sexta-feira uma sessão de discussões. Na interpretação dele, o parecer precisa ser votado até as 19h de segunda-feira, dia 11, prazo em que terminam as cinco sessões plenárias que prevê o regimento da Casa.
Há um entrave se Rosso vai interromper a sessão na sexta e retomar na segunda-feira de manhã ou se as discussões vão entrar no fim de semana. Isso porque não houve acordo entre líderes para redução do tempo de fala. Cada membro da comissão tem 15 minutos pelo regimento, o que dá 32 horas e meia. Líderes e não-membros podem falar também. Rosso vai decidir sobre o fim de semana na sexta-feira, a depender do número de inscritos. As inscrições acabam às 14h.
Governistas afirmaram que há risco de judicialização se entrar no fim de semana porque seria uma atuação atípica do Legislativo. "Não dá para abrir excepcionalidade regimental. Sábado e domingo é uma jogada que não estamos concordando. Não tem necessidade disso. A excepcionalidade é arriscada", disse a deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ). “Onde está na Constituição que o Congresso Nacional será penalizado por trabalhar?”, rebateu Rosso.
Fonte: Correio Braziliense
segunda-feira, 4 de abril de 2016
Defesa de Dilma Rousseff é entregue hoje na Câmara dos Deputados
Veja a defesa de Dilma Rousseff
Hoje, Segunda Feira, 4 de Abril de 2016, foi apresentada a defesa da Presidente Dilma Rousseff no plenário da Câmara.
O advogado de defesa José Eduardo Cardoso, apresentou uma defesa fraca, na qual o único objetivo foi novamente tentar afirmar que o processo de impeachment é ilegal, causa já desmentida por juristas e até pelo STF.
Cardoso ainda afirma que o processo tem como base brigas políticas e pelo visto acha que no Brasil tudo vai bem.
O deputado Fernando Francischine "representou criminalmente hoje Dilma e Cordozo por improbidade administrativa.
Cardozo é servidor público e, como tal, NÃO PODERIA TER IDO DEFENDER DILMA HOJE EM HORÁRIO DE EXPEDIENTE. Usar a máquina pública em benefício próprio é crime!"
Hoje, Segunda Feira, 4 de Abril de 2016, foi apresentada a defesa da Presidente Dilma Rousseff no plenário da Câmara.
O advogado de defesa José Eduardo Cardoso, apresentou uma defesa fraca, na qual o único objetivo foi novamente tentar afirmar que o processo de impeachment é ilegal, causa já desmentida por juristas e até pelo STF.
Cardoso ainda afirma que o processo tem como base brigas políticas e pelo visto acha que no Brasil tudo vai bem.
O deputado Fernando Francischine "representou criminalmente hoje Dilma e Cordozo por improbidade administrativa.
Cardozo é servidor público e, como tal, NÃO PODERIA TER IDO DEFENDER DILMA HOJE EM HORÁRIO DE EXPEDIENTE. Usar a máquina pública em benefício próprio é crime!"
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